Este mundo perfeito que transborda alegria, paz, inocência, felicidade, sorrisos e magia surte em mim um sentimento de inveja. De desejar a sinceridade de ver tudo como devia ser. De libertar toda a beleza da simplicidade de sentimentos. De não nos preocuparmos com o que o outro pensa de nós. As crianças, são como são, e não têm medo de se mostrar, de dar a conhecer a outro a sua genuidade.
Tudo era mais fácil se estagnasse-mos nessa época.
Mas como seres sociais e socializados, os Homens crescem e evoluem na base das expectativas que os agentes socializantes lhes depositam.
Quando deixamos a infância e entramos na adolescência, começa a busca pela construção da nossa identidade.
Somos seres imaturos à procura da maturidade.
Durante este processo de auto-conhecimento,uma crise se manifesta.
A imagem que o outro devolve de nós, o modo como somos encarados e reconhecidos pelos pares, influenciam o modo como nos apresentamos ao mundo.
O que o outro pensa de nós passa a ser de tal forma importante que começamos a construir mecanismos de defesa para encobrir as nossas fragilidades.
Não somos capazes de construir uma relação de autenticidade. Apresentamo-nos com uma máscara que provavelmente representará o que o outro espera de nós.
Temos medo de nos revelar tal como realmente somos.
Nos últimos anos aprendi a reconhecer a necessidade que tinha de agradar aos outros para me sentir integrada e a dificuldade que tinha em aceitar a crítica.
Comecei a entender o porquê.
Magoou-me ao inicio admitir que o fazia e demorou algum tempo até me sentir capaz de contrariar esse modo de estar na vida.
Fui, aos poucos, deixando cair a minha a minha máscara. Dando-me realmente a conhecer.

Fui ganhando confiança em mim. E ganhando confiança nas pessoas que me rodeavam.
Hoje, olho para trás e para a evolução que já alcancei e sinto-me orgulhosa de mim mesma.
Cresci e passei a aceitar-me e a respeitar-me na minha pura existência.
Chorei muito. É verdade. Mas valeu a pena.
E se voltava a cometer os mesmos erros? Se voltava a repetir o meu percurso de evolução?
Voltava, sem dúvida!
Porque se as coisas não acontecessem como aconteceram...não era a rapariga que sou hoje.
Por um lado, voltei a ser criança: não tenho medo de mostrar quem realmente sou aos outros e tento aproveitar o presente, o momento.
Mas por outro lado, sinto-me mais adulta: amadureci, cresci( o suficiente, para agora) e sinto que tenho os meus objectivos bem marcados e luto para os atingir.
Mas ainda tenho muito que aprender.
Felizmente, ainda vou crescer mais. E assim espero que aconteça.
*Pintas*
(Hoje sinto-me orgulhosa. E espero que este sentimento perdure durante algum tempo)
Um comentário:
Dinamarca... Óptima opção :)
Beijinhos*
Postar um comentário