terça-feira, 27 de abril de 2010

Há três anos atrás, meti na cabeça que queria arranjar um trabalho. Seria o meu primeiro trabalho a sério.

Nessa altura tinha atravessado um esgotamento ou depressão, como lhe queiram chamar, pelo facto de não ter concluído o 12º na altura certa.
Ok....agora que olho para trás parece estúpido. Mas, na altura, não era assim que pensava. O facto de todos os meus colegas já estarem na faculdade e eu ainda andar com Química ás voltas, atrofiou-me por completo.
Deixei de me relacionar com as pessoas, fechei-me em casa, não queria conversa com ninguém, ignorava os telefonemas e as mensagens e tudo o que me rodeava.
Estava centrada em mim e só os meus problemas é que interessavam.
Chorava por tudo e por nada. Berrava com toda a gente pois sentia que TODOS me enfrentavam e me queriam chatear.


Enfim, foi uma fase aterradora para mim e para aqueles que conviviam comigo diariamente.
Até que um dia, não sei como ou porquê, disse à minha mãe que queria ir a um psicólogo.
Marcada a consulta para clínica geral, encaminharam-me para psiquiatria.
Depois da primeira consulta de psiquiatria, o parvalhão do médico, encheu-me de antidepressivos e calmantes e afirmou que não precisava de acompanhamento psicológico.
Andava eu toda dopada, parecia uma drogada com tantos medicamentos.
Comecei a sentir-me melhor pois andava mais calma. Podera, com a quantidade de medicamentos que ingeria, mal era.


Bem...como passava os meus dias em casa, pois só tinha duas aulas por semana, e as actividades que mantinha não me motivavam minimamente e porque me sentia um empecilho para os meus pais, decidi começar a trabalhar.


Ora toca a entregar curriculos nas lojas e a procurar trabalhos part-time no jornal.
O que eu queria era ocupar o meu tempo e ganhar que nem uma maluca.llooll
Certo dia, andava a ler os classificados no jornal e vi imensos trabalhos em bares, perto de minha casa, no centro do Porto, que pediam jovens do sexo feminino para empregar e lembro-me que o valor que pagavam era ridicularmente alto.
Inocente como era, fiquei logo toda entusiasmada. Ia ganhar bem e ainda por cima era num bar perto de casa...maravilha.


Chamei logo a minha mãe e tal. Comecei a mostrar-lhe as propostas do jornal e reparo que a sua expressão não era das mais belas.
Estava chocada com o que ouvia.
Perguntei se estava assim reticente por ser um trabalho num horário nocturno.
Ao que ela me responde:
-"Não é por ser um trabalho em horário nocturno. Só preferia que trabalhasses noutro sítio. Não podes olhar só para o dinheiro. Procura um sítio respeitável porque para bares de stip eu não te deixo trabalhar!"




looool



Caiu-me tudo. Não tinha percebido que eram bares de strip, pensei que fossem bares normais. Era tão inocente.

Passado uns tempos arranjei trabalho na Decatlhon.

Mas digam lá que não era mesmo fixe ver a Pintas a dançar num varão e a apanhar tudo o que é gorjecta no chão do palco??



Ia ser um espectáculo. ahahah



Pintas*
Hoje fiz gazeta e fiquei a manhã a dormir. Deu-me um ataque de preguicite aguda, que regularmente me afectam. Estava mesmo a precisar.
Se alguém perguntar, não fui porque não havia comboios, estão de greve (pena que ande de metro, mas tudo bem. logo que cole...).

Estava mesmo cansada, não me consegui levantar. E a vontade de ir para aquelas aulas ranhosas, também não é a maior.
Segundas, terças e quartas, mais vale ficar na cama de manhã porque, para a faculdade, não se vai fazer nada. As aulas são uma secura, as profes umas atrofiadas e analisando bem, não se aprende rigorosamente NADA nestas disciplinas. Enfim.

A minha semana só começa, efectivamente, à quinta-feira.
E agora pergunta-se? E o que faço nos outros dias?
Estagio, faço trabalhos, desenvolvo o meu projecto, estudo, vou para tuna e ando nas noitadas.
Sou uma verdadeira vergonha. Mas, sinceramente, não me importo.
Este tem sido o meu melhor ano académico. Ando sempre ocupada que nem tenho tempo para respirar, mas sinto-me feliz.

O pior disto tudo é o tempo que não consigo passar com o meu menino. Ele também anda sempre metido em cenas, mas eu abuso. E tempo para estarmos juntos, é o que mais falta.
Mas pronto.

E, minha gente, está a chegar a QUEIMA. A semana do terror.





Por acaso, este ano, vou gastar muito pouco dinheiro nos bilhetes visto que tenho credencial para entrar devido à associação de estudantes.
Vou trabalhar uns dias para a barraca. Não é isso que me motiva muito. Acho que não vou curtir nadinha, vamos la ver. Eu não queria muito ir, mas la teve de ser!!!!

Ainda tenho de coser os meus emblemas na capa....mas estou sem paciencia nenhuma!!!!

Na semana seguinte, na queima de Coimbra, os Guano Apes vão actuar. E eu queria tanto ir ver. Espero que consiga guardar dinheirinho;)



Ah..... a minha mão. Já esta muito melhor. Cicatrizou mesmo rápido. Agora é só por pomada para o rabinho dos bebés e vai ficar impecável. Vou ficar com marca, obviamente, mas vou ter todos os cuidados para que a cicatriz não fique muito notável.


( Ja agora....sabem o que é uma cicatriz????? é uma actriz da sic!!!!)


Bem....e assim termino o meu monótono discurso, sem nada de interessante a contar. Vou tomar uma banhoca que daqui a pouco----ESTÁGIO.

E não me posso esquecer de levar a escova dos dentes. A seguir tenho dentista. La vou eu para o CAT lavar os dentes. Isto é de loucos......


Pintas*

Teias de aranha


É mesmo isso que o meu blog está a criar.

Não tenho tido tempo nenhum para vir aqui. E verdade seja dita, tem-me feito falta vir escrever os meus disparates!


Se não tivesse tão cansada, como estou hoje, escreveria um resumo da minha rica vida nestes últimos tempos.


Mas agora vou mas é dormir que já não me aguento nas canetas!!



Pintas*

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Conhecem esta música?


No meu ponto de vista já a acho bastante pirosa.
Mas alguém conseguiu a proeza de a tornar aiiiiiinda mais pirosona.


Ora não é que recebo uma mensagem, ou lá como lhe queiram chamar, de um colega (que por sinal, já não o vejo à muito muito tempo) a cantar esta música (e a música original de fundo)?
Sim, a cantar. Ele está a cantar. Mas por acaso cantar bem.

Se o objectivo era fazer-me rir....então foi bem sucedido!

Se o objectivo não era fazer-me rir.....então adianto já que és um piroso do caraças!


Pintas*
E depois de quinze dias desesperantes sem acesso à internet, cá estou eu de volta ao mundo blugótico!
Novidades é o que não me falta, mas vou começar pela que mais trabalho me tem dado: a minha churrascada corporal!

É verdade, queimei a minha mão no dia 10 de Abril por volta das 14h30.

E com o quê? Com cera depilatória NÃO SOLÚVEL EM ÁGUA.

Aqueci a cera no microondas mas ficou tanto tempo que até ferveu.
Tirei o boião e no momento em que o vou pousar na banca, a minha linda gata, decide brincar com os meus pés e trinca-me o calcanhar.
Resultado: assustei-me, saltei para trás e derramei o boião em cima da mão!

Dores? No momento? Nenhuma...
Em vez de colocar a mão debaixo de água, como qualquer pessoa normal faria, o que fiz? Comecei a arrancar a cera.
Claro que a pele veio toda atrás, por solidariedade.
E foi nesse momento que se fez luz nesta cabeça oca e pensei: se calhar é melhor ir às urgências...só se calhar....!

Toca a ligar à minha mãe, que ficou histérica quando viu o meu membro cheio de cera, e zarpar para o hospital.

Se ainda não me tinha doido até à hora, o caminho de casa até ao hospital compensou o "não sofrimento" que não tive antes.

Que p*ta de dores! Sentia a minha mão a arder como se tivesse labaredas à volta. Foi horrível.

Quando cheguei ao hospital colocaram-me a mão debaixo de água e a dor passou.
Entretanto, sou atendida por um jeitosão de um enfermeiro. Enquanto a minha mãe chora eu rio-me com giraço de olhos azuis.

Deram-me uma injecção do genérico da morfina (ou lá o que era), que me deixou toda mocada e aliviou-me as dores.
Sim, porque tiveram de me arrancar a cera, não havia outra hipótese.

Lá me enrolaram a mão com ligadura e o resultado foi este:


Sabem os macaquinhos no jardim zoológico, em que toda a gente pára para ver o que estão a fazer? Nesse dia senti-me assim.
Meio hospital veio conhecer a rapariga com cera depilatória na mão.
Se tinha de acontecer uma cena parva como esta a alguém, só poderia ser a mim, obviamente.

O pior de tudo? Tinha um enfermeiro de chorar por mais e eu com um hálito a cebola que tresandava, pois nem os dentes tive tempo de lavar.
Enfim, um azar nunca vem só.

Pintas*

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ai ai...

Fiquei sem internet em casa.
Dei um saltinho aos computadores da faculdade para dar novidades.

Tenho tido uma semana...upa upa!

A maior novidade: Queimei a minha linda mão direita com CERA a ferver;(

Tenho uma grande ferida, está em carne viva;( ;(

Bem...depois conto tudo tudo;)

Agora vou continuar a trabalhar antes que a prof me apanhe;) hehe

Já tenho saudades de espreitar os vossos cantinhos!!!

Pintas*

terça-feira, 6 de abril de 2010


Pronto, já fui e já vim.

E agora quando bebo água ela espalha-se por todo o lado.

Adoro o efeito da anestesia...looool!

A minha cara cheira a látex, das luvas...!!!

E sabem o que é mais giro? É o dentista a conversar com a enfermeira sobre piercing´s nos dentes, e a mostrarem um ao outro a linda arte que têm na boa.
Entretanto, continuo eu, de boca aberta, com algodão e aspiradores de saliva à mistura!

Adoro, simplesmente, ADORO!!!


Agora vou mas é trabalhar que a minha vista não é esta (infelizmente)!!!!


Pintas*

Vou agora ao dentista:(



Não gosto mesmo nada!

Preferia FAZER um filho...ai preferia preferia!



Pintas*

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Os meus olhos são de cor indeterminada.
Em dias de chuva e frio são de cor castanho escuro.
Em dias de frio e sol são castanho claro.
Na primavera, em dias de sol solarengo são verde-acastanhados.
Nos dias de verão chuvosos são verdes escuros. Mas quando o sol espreita tornam-se verde claro.
Mas quando choro, eles ficam verde água, independentemente da estação do ano, ou se faz chuva ou sol! E era esta a cor que predominava nos meus olhos quando, ontem à noite, cheguei ao Porto. Foi o resultado de uma tarde angustiante, de uma tarde de "cair na realidade"!

Passei o fim-de-semana mesmo bem com os meus primos, tios, pais, avós...
Mas ontem à tarde, a hora da chegada do compasso...foi horrível.
Como uma chapada de realidade!
Não estavas la para segurar a cruz enquanto a beijávamos. E ninguém teve coragem de ocupar o teu lugar. Teve de ser um dos acólitos a desempenhar um papel que antes era teu.
E algo tão simples como ser outra pessoa a passar a cruz despontou em mim um remoinho de emoções com as quais não soube lidar.
Não aguentei mais estar naquela sala, olhar para a minha avó e para a minha tia com as lágrimas nos olhos...
Tive de sair de rompante antes que as lágrimas me descessem pela cara. Fechei-me no quarto e chorei o que tinha a chorar.
Mas chorar não era suficiente e não queria que ninguém me visse assim.

Saí de casa, arranquei uma flor do jardim e pus-me a caminho.
De onde? Acho que nem eu sabia muito bem.

Andei, andei e andei!

Quando dei conta estava à beira do cemitério.
Entrei e sentei-me junto da tua campa. E disse tudo o que te tinha a dizer.
Estava furiosa. Ainda não consigo acreditar e já la vai quase um ano. E só nestas alturas é que me confronto com esta realidade.

E mais uma vez chorei...chorei muito.

Estavam dois senhores com uma menina (devia ter quatro anos) no cemitério. A menina para ao meu lado e começa a perguntar ao pai: "A menina está a ver? A menina está a ver?".
Só queria que ela se calasse. A voz dela estava a irritar-me.
O pai respondeu-lhe que sim e disse-lhe para vir para a beira dele.
A miúda, que de obediente não tinha nada, tocou-me no braço e disse-me:
-"Não fiques assim. O papá diz que eles continuam ao nosso lado. Nós é que não os vemos!"

Eu fiquei parva a olhar para ela. Nem tive reacção.
O pai chamou-a, novamente, e foram-se embora.
Fiquei sozinha no cemitério. Sem perceber muito bem o que tinha acontecido.

A flor continuava na minha mão e o meu pensamento tinha estagnado. Não conseguia pensar. Não te consegui dizer mais nada. Coloquei a flor junto à tua fotografia, levantei-me e fui lavar a cara, a uma torneira que lá existe.
Fui-me embora, acho que estava em transe.
As lágrimas já não me corriam e eu andava por andar. Como se não soubesse para onde devia ir.

Uma mota passou por mim, era o meu irmão. Deve-me ter visto sair de casa meia atordoada e imaginou que tivesse ido visitar o nosso avô. Ou então, foi coincidência!
Parou a mota e eu subi

Não dissemos nada um ao outro e ele não me perguntou nada (e ainda bem).

Ir à aldeia não me faz nada bem. É o local onde não posso fugir à verdade: a de que já não estás cá!

E doí, doí muito!

E já falo disto à muito tempo! Mas está difícil de superar!


Pintas*

sexta-feira, 2 de abril de 2010



Ontem, ao final da tarde, fui fazer uma coisa que já não fazia à muito tempo (desde Setembro, acho eu). Fui correr.

Aproveitei o sol do final da tarde e fui até ao parque dar uma corridinha.
Corri tanto, tanto, mas tanto...! Tive imenso tempo a correr e fiz imensos quilómetros.
Vocês nem imaginam o quanto corri! Fogo...corri 15minutos =S

lool!!

Ok, é muito pouco é verdade. Mas não deu para mais. Já me estava a dar o abafo.
Já não faço exercício à muito tempo e as calorias que ingiro diariamente, mais o tabaco à mistura, não ajudam nada.

Achei que me estava a tornar muito sedentária, portanto, decidi retomar as minhas corridas.
São óptimas para combater o stress e eliminar as crateras que se alojam nas minhas coxas, no inverno.
Está aberta a época da "morte à lontra" (já sabem que sou eu quando como que nem uma desalmada)!

Agora à noite, vou às compras! Preciso de comprar ROOOOUPAAAAA!!!!


Pintas*