E depois de quinze dias desesperantes sem acesso à internet, cá estou eu de volta ao mundo blugótico!
Novidades é o que não me falta, mas vou começar pela que mais trabalho me tem dado: a minha churrascada corporal!
É verdade, queimei a minha mão no dia 10 de Abril por volta das 14h30.
E com o quê? Com cera depilatória NÃO SOLÚVEL EM ÁGUA.
Aqueci a cera no microondas mas ficou tanto tempo que até ferveu.
Tirei o boião e no momento em que o vou pousar na banca, a minha linda gata, decide brincar com os meus pés e trinca-me o calcanhar.
Resultado: assustei-me, saltei para trás e derramei o boião em cima da mão!
Dores? No momento? Nenhuma...
Em vez de colocar a mão debaixo de água, como qualquer pessoa normal faria, o que fiz? Comecei a arrancar a cera.
Claro que a pele veio toda atrás, por solidariedade.
E foi nesse momento que se fez luz nesta cabeça oca e pensei: se calhar é melhor ir às urgências...só se calhar....!
Toca a ligar à minha mãe, que ficou histérica quando viu o meu membro cheio de cera, e zarpar para o hospital.
Se ainda não me tinha doido até à hora, o caminho de casa até ao hospital compensou o "não sofrimento" que não tive antes.
Que p*ta de dores! Sentia a minha mão a arder como se tivesse labaredas à volta. Foi horrível.
Quando cheguei ao hospital colocaram-me a mão debaixo de água e a dor passou.
Entretanto, sou atendida por um jeitosão de um enfermeiro. Enquanto a minha mãe chora eu rio-me com giraço de olhos azuis.
Deram-me uma injecção do genérico da morfina (ou lá o que era), que me deixou toda mocada e aliviou-me as dores.
Sim, porque tiveram de me arrancar a cera, não havia outra hipótese.
Lá me enrolaram a mão com ligadura e o resultado foi este:
Sabem os macaquinhos no jardim zoológico, em que toda a gente pára para ver o que estão a fazer? Nesse dia senti-me assim.
Meio hospital veio conhecer a rapariga com cera depilatória na mão.
Se tinha de acontecer uma cena parva como esta a alguém, só poderia ser a mim, obviamente.
O pior de tudo? Tinha um enfermeiro de chorar por mais e eu com um hálito a cebola que tresandava, pois nem os dentes tive tempo de lavar.
Enfim, um azar nunca vem só.
Pintas*