Hoje estou triste! Cheguei ao estágio e soube que uma das idosas que acompanhava tinha falecido a semana passada! E ninguém nos avisou!
E fiquei mesmo abatida depois de ter visitado outra senhora que se encontra no hospital, toda queimada, por negligência das auxiliares da instituição!
Isto mexe comigo! Infelizmente tenho sentimentos...!
Pintas*
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010

Os meus olhos são de cor indeterminada.
Em dias de chuva e frio são de cor castanho escuro.
Em dias de frio e sol são castanho claro.
Na primavera, em dias de sol solarengo são verde-acastanhados.
Nos dias de verão chuvosos são verdes escuros. Mas quando o sol espreita tornam-se verde claro.
Mas quando choro, eles ficam verde água, independentemente da estação do ano, ou se faz chuva ou sol! E era esta a cor que predominava nos meus olhos quando, ontem à noite, cheguei ao Porto. Foi o resultado de uma tarde angustiante, de uma tarde de "cair na realidade"!
Passei o fim-de-semana mesmo bem com os meus primos, tios, pais, avós...
Mas ontem à tarde, a hora da chegada do compasso...foi horrível.
Como uma chapada de realidade!
Não estavas la para segurar a cruz enquanto a beijávamos. E ninguém teve coragem de ocupar o teu lugar. Teve de ser um dos acólitos a desempenhar um papel que antes era teu.
E algo tão simples como ser outra pessoa a passar a cruz despontou em mim um remoinho de emoções com as quais não soube lidar.
Não aguentei mais estar naquela sala, olhar para a minha avó e para a minha tia com as lágrimas nos olhos...
Tive de sair de rompante antes que as lágrimas me descessem pela cara. Fechei-me no quarto e chorei o que tinha a chorar.
Mas chorar não era suficiente e não queria que ninguém me visse assim.
Saí de casa, arranquei uma flor do jardim e pus-me a caminho.
De onde? Acho que nem eu sabia muito bem.
Andei, andei e andei!
Quando dei conta estava à beira do cemitério.
Entrei e sentei-me junto da tua campa. E disse tudo o que te tinha a dizer.
Estava furiosa. Ainda não consigo acreditar e já la vai quase um ano. E só nestas alturas é que me confronto com esta realidade.
E mais uma vez chorei...chorei muito.
Estavam dois senhores com uma menina (devia ter quatro anos) no cemitério. A menina para ao meu lado e começa a perguntar ao pai: "A menina está a ver? A menina está a ver?".
Só queria que ela se calasse. A voz dela estava a irritar-me.
O pai respondeu-lhe que sim e disse-lhe para vir para a beira dele.
A miúda, que de obediente não tinha nada, tocou-me no braço e disse-me:
-"Não fiques assim. O papá diz que eles continuam ao nosso lado. Nós é que não os vemos!"
Eu fiquei parva a olhar para ela. Nem tive reacção.
O pai chamou-a, novamente, e foram-se embora.
Fiquei sozinha no cemitério. Sem perceber muito bem o que tinha acontecido.
A flor continuava na minha mão e o meu pensamento tinha estagnado. Não conseguia pensar. Não te consegui dizer mais nada. Coloquei a flor junto à tua fotografia, levantei-me e fui lavar a cara, a uma torneira que lá existe.
Fui-me embora, acho que estava em transe.
As lágrimas já não me corriam e eu andava por andar. Como se não soubesse para onde devia ir.
Uma mota passou por mim, era o meu irmão. Deve-me ter visto sair de casa meia atordoada e imaginou que tivesse ido visitar o nosso avô. Ou então, foi coincidência!
Parou a mota e eu subi
Não dissemos nada um ao outro e ele não me perguntou nada (e ainda bem).
Ir à aldeia não me faz nada bem. É o local onde não posso fugir à verdade: a de que já não estás cá!
E doí, doí muito!
E já falo disto à muito tempo! Mas está difícil de superar!
Pintas*
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Tenho cá uma sorte...
Na segunda estava toda contente que ia passear e tal...já tinha tudo combinado com a minha colega! Quando me lembro de consultar a agenda até me caiu a felicidade ao chão.
Tinha de repor horas de estágio e nunca mais me lembrei.
Fiquei triste;(
Queria ter ido passear e acabei por ficar fechada num gabinete a arrumar papelada. Enfim...
E ontem o programa foi igual....estagiar.
Tenho vivido uns dias muito inspiradores=S
Mas o final do dia até soube bem. Uma voltinha (pronto...voltona) pelo Porto a conversar de experiências passadas relativamente ao escutismo.
Bateu a saudade, é verdade. Tenho saudades de tudo o que o escutismo representava para mim naquela altura. Mas agora não voltava. Não para o grupo que estava.
A correria dos exames terminou (finalmente). Os meus dias andam um bocadinho mais calmos.
Preciso de repor as minhas horas de sono. Agora não consigo adormecer antes das 4h. E é desesperante.
Mais desesperante é de manhã quando me tento levantar e não consigo.
Ainda hoje, tinha o despertador ligado para as 9h porque tinha combinado algo para de manhã, mas não consegui.
É mais forte do que eu. O sono arrasa-me. É horrível.
Acho que não existe ninguém tão preguiçoso quanto eu!
Enfim...
Quando começarem as aulas é que vai ser bonito.
Os primeiros dias vou andar a bater com a cabeça nas paredes.
Deixo-vos uma musiquinha que gosto muito:
*Pintas*
Na segunda estava toda contente que ia passear e tal...já tinha tudo combinado com a minha colega! Quando me lembro de consultar a agenda até me caiu a felicidade ao chão.
Tinha de repor horas de estágio e nunca mais me lembrei.
Fiquei triste;(
Queria ter ido passear e acabei por ficar fechada num gabinete a arrumar papelada. Enfim...
E ontem o programa foi igual....estagiar.
Tenho vivido uns dias muito inspiradores=S
Mas o final do dia até soube bem. Uma voltinha (pronto...voltona) pelo Porto a conversar de experiências passadas relativamente ao escutismo.
Bateu a saudade, é verdade. Tenho saudades de tudo o que o escutismo representava para mim naquela altura. Mas agora não voltava. Não para o grupo que estava.
A correria dos exames terminou (finalmente). Os meus dias andam um bocadinho mais calmos.
Preciso de repor as minhas horas de sono. Agora não consigo adormecer antes das 4h. E é desesperante.
Mais desesperante é de manhã quando me tento levantar e não consigo.
Ainda hoje, tinha o despertador ligado para as 9h porque tinha combinado algo para de manhã, mas não consegui.
É mais forte do que eu. O sono arrasa-me. É horrível.
Acho que não existe ninguém tão preguiçoso quanto eu!
Enfim...
Quando começarem as aulas é que vai ser bonito.
Os primeiros dias vou andar a bater com a cabeça nas paredes.
Deixo-vos uma musiquinha que gosto muito:
*Pintas*
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Hoje foi um dia e tanto...
De manhã tive exame a psicologia social. Basicamente, fui para la a zero. Passei o fim-de-semana a tentar estudar mas a minha falta de concentração e motivação era tal, que não consegui reter nada.
Lá vou eu para recurso...enfim! A culpa atribui-se a mim e a mais ninguém!!
Já que não ia fazer nada de tarde, a minha colega convidou-me a ir com ela ao seu local de estágio: APPACDM(Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental).
Para quem não sabe, esta associação visa o apoio a pessoas com deficiência mental e às suas famílias ao longo do seu ciclo de vida.
Foi uma experiência muito emotiva.
Interagi com jovens (dos 13 aos 18 anos) com deficiência mental (uns com autismo, outros com deficiências raras que nem a ciência consegue explicar).
Estive a trabalhar com uma rapariga, de 18 anos, que não consegue falar ou ler. A sua forma de comunicar é através de um caderno com imagens. Ia apontando a imagem que correspondesse ao que ela queria fazer. Por exemplo: apontava para uma imagem que significava "trabalhar";perguntava-lhe o que ela queria fazer e, de seguida, apontava para uma outra imagem que representava o "jogar".
Jogos esses direccionados para crianças de 4 ou 5 anos.
Ela procurava desesperadamente a minha atenção. Tinha uma necessidade de sentir que eu estava ali só para ela. Quando direccionava a minha atenção para outra jovem, ela puxava-me de maneira a conseguir a minha atenção.
Ao inicio fiquei um bocado chocada com aquela realidade. Sinceramente não sabia como agir perante eles. Não os queria tratar como "coitadinhos", porém não queria ser demasiado fria. Percebi que tinha apenas de os tratar como pessoas que têm certas limitações.
A verdade é que no final já não me queria ir embora.
Eles fizeram-me sentir que era importante para alguém. Fizeram com que me descentraliza-se do meu próprio umbigo e percebesse que as minhas limitações e os meus problemas não são nada comparados com a sua realidade.
Fizeram-me sentir real e eu saí de lá com um carinho especial por aqueles meninos;)
Bem...com tanta emoção ao rubro decidi ir lanchar, com uma outra colega, a Sta Catarina, para espairecer. Comer um rico palmier recheado...hum....que bom!!!
Quando estava a vir para casa deparo-me com uma senhora muito conhecida dos apanhados da TVI.
Isso mesmo, eu vi a Dona Helena!!Hehe!
Para quem não a conhece aqui fica um videozinho:
Bem...e as histórias não ficam por aqui.
Estava a chegar à paragem da Trindade e presencio uma cena, no mínimo, dissonante.
Reparem na última janela, da varanda do último andar!

Já repararam? Agora imaginem uma velhota a sair dessa porta com uma saca!
-E uma saca de quê? (perguntam vocês)
-Uma saca de lixo! (respondo eu)
Hipótese:
A- a senhora desce as escadas de casa e coloca a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente;
B- a senhora pede a uma pessoa que está a passar na rua para lhe fazer o favor de colocar a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente;
C- a senhora faz pontaria, da sua varanda, e tenta acertar com a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente.
E a resposta certa é......a "C"

Foi uma pena a senhora não ter acertado no caixote;(
*Pintas
De manhã tive exame a psicologia social. Basicamente, fui para la a zero. Passei o fim-de-semana a tentar estudar mas a minha falta de concentração e motivação era tal, que não consegui reter nada.
Lá vou eu para recurso...enfim! A culpa atribui-se a mim e a mais ninguém!!
Já que não ia fazer nada de tarde, a minha colega convidou-me a ir com ela ao seu local de estágio: APPACDM(Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental).
Para quem não sabe, esta associação visa o apoio a pessoas com deficiência mental e às suas famílias ao longo do seu ciclo de vida.
Foi uma experiência muito emotiva.
Interagi com jovens (dos 13 aos 18 anos) com deficiência mental (uns com autismo, outros com deficiências raras que nem a ciência consegue explicar).
Estive a trabalhar com uma rapariga, de 18 anos, que não consegue falar ou ler. A sua forma de comunicar é através de um caderno com imagens. Ia apontando a imagem que correspondesse ao que ela queria fazer. Por exemplo: apontava para uma imagem que significava "trabalhar";perguntava-lhe o que ela queria fazer e, de seguida, apontava para uma outra imagem que representava o "jogar".
Jogos esses direccionados para crianças de 4 ou 5 anos.
Ela procurava desesperadamente a minha atenção. Tinha uma necessidade de sentir que eu estava ali só para ela. Quando direccionava a minha atenção para outra jovem, ela puxava-me de maneira a conseguir a minha atenção.
Ao inicio fiquei um bocado chocada com aquela realidade. Sinceramente não sabia como agir perante eles. Não os queria tratar como "coitadinhos", porém não queria ser demasiado fria. Percebi que tinha apenas de os tratar como pessoas que têm certas limitações.
A verdade é que no final já não me queria ir embora.
Eles fizeram-me sentir que era importante para alguém. Fizeram com que me descentraliza-se do meu próprio umbigo e percebesse que as minhas limitações e os meus problemas não são nada comparados com a sua realidade.
Fizeram-me sentir real e eu saí de lá com um carinho especial por aqueles meninos;)
Bem...com tanta emoção ao rubro decidi ir lanchar, com uma outra colega, a Sta Catarina, para espairecer. Comer um rico palmier recheado...hum....que bom!!!
Quando estava a vir para casa deparo-me com uma senhora muito conhecida dos apanhados da TVI.
Isso mesmo, eu vi a Dona Helena!!Hehe!
Para quem não a conhece aqui fica um videozinho:
Bem...e as histórias não ficam por aqui.
Estava a chegar à paragem da Trindade e presencio uma cena, no mínimo, dissonante.
Reparem na última janela, da varanda do último andar!
Já repararam? Agora imaginem uma velhota a sair dessa porta com uma saca!
-E uma saca de quê? (perguntam vocês)
-Uma saca de lixo! (respondo eu)
Hipótese:
A- a senhora desce as escadas de casa e coloca a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente;
B- a senhora pede a uma pessoa que está a passar na rua para lhe fazer o favor de colocar a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente;
C- a senhora faz pontaria, da sua varanda, e tenta acertar com a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente.
E a resposta certa é......a "C"
Foi uma pena a senhora não ter acertado no caixote;(
Só se encontra "duques" na Invicta;)
*Pintas
sábado, 23 de janeiro de 2010
É sábado à noite e não me apetece sair.
Tenho os livros pousados na mesa e não tenho vontade de os abrir.
O telefone toca mas não me apetece responder a mais mensagens.
Toda a gente quer sair, eu só quero ficar em casa.
Quero descansar mas tenho os pensamentos a borbulhar a toda a força.
Queria ter algum motivo para rir mas só me apetece chorar.
Tentei ligar-te mas pareces não perceber. Só queria alguém que me ouvisse. Nem precisavas de responder.
Agora parece que tenho um nó na garganta. Nem falei e continuo sem perceber porque me estou a sentir tão desanimada.
Só me apetece chorar. Mas não o quero fazer. Não sem perceber porque fiquei assim de repente.
Sou confusa. Se eu não me entendo quem me decifrará!
Tenho os livros pousados na mesa e não tenho vontade de os abrir.
O telefone toca mas não me apetece responder a mais mensagens.
Toda a gente quer sair, eu só quero ficar em casa.
Quero descansar mas tenho os pensamentos a borbulhar a toda a força.
Queria ter algum motivo para rir mas só me apetece chorar.
Tentei ligar-te mas pareces não perceber. Só queria alguém que me ouvisse. Nem precisavas de responder.
Agora parece que tenho um nó na garganta. Nem falei e continuo sem perceber porque me estou a sentir tão desanimada.
Só me apetece chorar. Mas não o quero fazer. Não sem perceber porque fiquei assim de repente.
Sou confusa. Se eu não me entendo quem me decifrará!
Sem forças para nada...
*Pintas*
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eu estagio na área da toxicodependência, onde encontro utentes na mais cruel situação de pobreza e exclusão, a maior parte sem-abrigo e, até hoje, que já assisti a tanta coisa perturbadora pensava que mais nada me faria espantar.
Hoje, assisti a uma situação que me fez derreter o coração.
Era fim de tarde, estava a chover, estava frio e eu ia a passar numa ruela, no quentinho do meu carro. Parei nuns semáforos e quando olho para o lado, um sentimento de tristeza, talvez de compaixão apodera-se de mim.
Vi um homem, abrigado da chuva, na soleira de uma porta. Estava descalço, com os pés ao relento e ao seu lado estavam pousados os seus sapatos,a secar, certamente.
Devia ter os pés gelados e não podia calçar o único par de sapatos que tinha, pois estavam molhados. Nem meias ou um trapo para cobrir os pés tinha.
Juro-vos: se tivesse um par de sapatos a mais no carro eu dava-os ao Homem.
Esta imagem mexeu tanto comigo, que passei o resto da tarde a pensar nisso.
Nós temos tanta sorte que não a aproveitamos na altura devida.
E a probabilidade de nos acontecer alguma coisa( vá de recto Satanás)não é assim tão ínfima nos tempos que correm.
No entanto só olhamos para o nosso próprio umbigo. Tudo o que nos rodeiam são pormenores que não merecem a nossa atenção.
Somos mesmo pessoas mesquinhas que só damos importância a um problema quando acontece connosco.
Caramba...que sociedade egocêntrica e narcisista a nossa.
*Pintas*
(não pretendo ferir susceptibilidades. Este texto é apenas um desabafo de alguém profundamente incomodada consigo própria e com o que a rodeia)
sábado, 9 de janeiro de 2010

É tão difícil lembrar-me de ti e não começar a chorar.
Cada lágrima que me escorre pela face é uma lembrança do tempo passado contigo.
Tempo que não me basta. Desejo que o tempo volte atrás para poder aproveitar com mais intensidade os nossos momentos.
Mas o tempo não volta. E eu não posso alterar nada.
Se pudesse, tanta coisa te diria, tantas perguntas te faria, mais tempo contigo passaria...
Mas não vale a pena lamentar.
Partis-te e sentimos a tua falta.
Magoa-me ver a tua companheira de vida tão triste.
E essa tristeza, essa desistência, se continuar reflectir-se-à em nós.
Ainda não sei lidar com este sentimento de perda.
Sinto-me culpada por não ter passado mais tempo contigo.
É triste reparar que dou mais valor a quem não tenho e não aproveito quem está ao meu alcance.
Tenho saudades...
Oh tempo! Volta atrás!
Ainda tínhamos tanto que partilhar...
Ainda tinha tanto para aprender contigo...
*Pintas*
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