
Ontem à noite fui sair com umas colegas.
Estávamos a chegar ao "Pipa Velha" e encontramos um Homem (um bocadão) alcoolizado agarrado a um caixote do lixo (não fosse a terra tremer e o senhor ter um encontro imediato com o chão) e dizia, em bom som,
TUDO o que lhe passava pela cabeça.
Quando nós (meninas sozinhas, bonitas e tal)passamos ao seu lado, este diz o seguinte:
"E nos dias que correm, vão estas jovens raparigas estudar sozinhas para Lisboa, Bragança, Viseu, Braga e sei lá mais para onde. E quando voltam à casa dos papás, vêm com uma c*na mais larga que o caixote do lixo."
Ora bem, de tanta barbaridade que o homem sábio disse, esta foi a que mais me chocou. Mas tenho de confessar, que parte da minha mente, a da perversidade, achou um piadão do caraças. Sim, eu grizei-me muito!!!
Depois de rirmos tudo o que tínhamos a rir, lá comecei eu a filosofar(sim, porque a partir das 2h da manhã, quem me quiser ver bem, é deixarem-me divagar nos meus pensamentos mais atrofiados...às vezes...às vezes isso acontece). De certo modo, o Senhor tinha razão! Eu não usaria exactamente as mesmas palavras que ele, até porque considero que tenho um vocabulário mais alargado e encontraria sinónimos, mais suaves, para descrever o órgão sexual feminino. Mas o certo é que vejo estas miúdas (não que me considere muito adulta) a saírem da terrinha dos pais, a libertarem-se das asas dos progenitores e a iludirem-se com qualquer indivíduo masculino,do género humano (e se calhar com o sexo feminino também, é à escolha do freguês).
Atenção, que eu não julgo ninguém por ter um, ou dois, ou três, ou milhentos relacionamentos em pouco tempo. A mim tanto se me dá, como se me deu. Eu até sou apologista de que cada um está com quem, ou com quantas pessoas, deseja estar e que o importante é que se sinta bem. Mas lá está, que se sinta bem com as opções que toma. Que as faça com consciência e com a certeza que é esse caminho que quer seguir. Não o faça para mostrar aos outros e para se sentir integrada num grupo,ou algo do género. Já assisti a situações dessas e, só no final, percebem que a forma como agiram não foram ao encontro dos seus valores e do modo como verdadeiramente encaram o mundo. Que não se respeitaram devidamente.
Não sei se faço sentido ou se sigo o discurso incoerente do senhor que se deu (ou dá) à bebedice. Mas é esta a minha opinião.
Sem mais devaneios, me despeço;)
*Pintas*