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domingo, 10 de outubro de 2010

O que se faz quando se está irritantemente magoada com alguém?

Ingere-se bombas calóricas!!!!


E é exactamente isso que vou continuar a fazer!
Vou acabar de comer as minhas douradas fatias de pão, barradas com muito, muito, muito chocolate negro e açúcar!

E para a vossa excelência que só me cansa a beleza?

Vou teclar e apagar-te da memória:



Pintas*

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Os meus olhos são de cor indeterminada.
Em dias de chuva e frio são de cor castanho escuro.
Em dias de frio e sol são castanho claro.
Na primavera, em dias de sol solarengo são verde-acastanhados.
Nos dias de verão chuvosos são verdes escuros. Mas quando o sol espreita tornam-se verde claro.
Mas quando choro, eles ficam verde água, independentemente da estação do ano, ou se faz chuva ou sol! E era esta a cor que predominava nos meus olhos quando, ontem à noite, cheguei ao Porto. Foi o resultado de uma tarde angustiante, de uma tarde de "cair na realidade"!

Passei o fim-de-semana mesmo bem com os meus primos, tios, pais, avós...
Mas ontem à tarde, a hora da chegada do compasso...foi horrível.
Como uma chapada de realidade!
Não estavas la para segurar a cruz enquanto a beijávamos. E ninguém teve coragem de ocupar o teu lugar. Teve de ser um dos acólitos a desempenhar um papel que antes era teu.
E algo tão simples como ser outra pessoa a passar a cruz despontou em mim um remoinho de emoções com as quais não soube lidar.
Não aguentei mais estar naquela sala, olhar para a minha avó e para a minha tia com as lágrimas nos olhos...
Tive de sair de rompante antes que as lágrimas me descessem pela cara. Fechei-me no quarto e chorei o que tinha a chorar.
Mas chorar não era suficiente e não queria que ninguém me visse assim.

Saí de casa, arranquei uma flor do jardim e pus-me a caminho.
De onde? Acho que nem eu sabia muito bem.

Andei, andei e andei!

Quando dei conta estava à beira do cemitério.
Entrei e sentei-me junto da tua campa. E disse tudo o que te tinha a dizer.
Estava furiosa. Ainda não consigo acreditar e já la vai quase um ano. E só nestas alturas é que me confronto com esta realidade.

E mais uma vez chorei...chorei muito.

Estavam dois senhores com uma menina (devia ter quatro anos) no cemitério. A menina para ao meu lado e começa a perguntar ao pai: "A menina está a ver? A menina está a ver?".
Só queria que ela se calasse. A voz dela estava a irritar-me.
O pai respondeu-lhe que sim e disse-lhe para vir para a beira dele.
A miúda, que de obediente não tinha nada, tocou-me no braço e disse-me:
-"Não fiques assim. O papá diz que eles continuam ao nosso lado. Nós é que não os vemos!"

Eu fiquei parva a olhar para ela. Nem tive reacção.
O pai chamou-a, novamente, e foram-se embora.
Fiquei sozinha no cemitério. Sem perceber muito bem o que tinha acontecido.

A flor continuava na minha mão e o meu pensamento tinha estagnado. Não conseguia pensar. Não te consegui dizer mais nada. Coloquei a flor junto à tua fotografia, levantei-me e fui lavar a cara, a uma torneira que lá existe.
Fui-me embora, acho que estava em transe.
As lágrimas já não me corriam e eu andava por andar. Como se não soubesse para onde devia ir.

Uma mota passou por mim, era o meu irmão. Deve-me ter visto sair de casa meia atordoada e imaginou que tivesse ido visitar o nosso avô. Ou então, foi coincidência!
Parou a mota e eu subi

Não dissemos nada um ao outro e ele não me perguntou nada (e ainda bem).

Ir à aldeia não me faz nada bem. É o local onde não posso fugir à verdade: a de que já não estás cá!

E doí, doí muito!

E já falo disto à muito tempo! Mas está difícil de superar!


Pintas*

sexta-feira, 19 de março de 2010


Hoje estou sem vontade de cansar a moleira. Já bastou durante o dia.

Só vos digo uma coisa:

Hehehe....adoro ouvir elogios de profissionais da minha área.
Desculpem la, mas gosto mesmo muito.
Faz-me bem ao ego e à motivação. É a verdade, que querem que faça?

I´m Happy =D

Bem...bom inicio de fim-de-semana para todos. Agora vou mas é sair.uauaua
Mesmo com esta chuva...a vontade de ir beber um copo não passa;)

Pintas*

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Hoje foi um dia e tanto...

De manhã tive exame a psicologia social. Basicamente, fui para la a zero. Passei o fim-de-semana a tentar estudar mas a minha falta de concentração e motivação era tal, que não consegui reter nada.
Lá vou eu para recurso...enfim! A culpa atribui-se a mim e a mais ninguém!!

Já que não ia fazer nada de tarde, a minha colega convidou-me a ir com ela ao seu local de estágio: APPACDM(Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental).
Para quem não sabe, esta associação visa o apoio a pessoas com deficiência mental e às suas famílias ao longo do seu ciclo de vida.
Foi uma experiência muito emotiva.
Interagi com jovens (dos 13 aos 18 anos) com deficiência mental (uns com autismo, outros com deficiências raras que nem a ciência consegue explicar).
Estive a trabalhar com uma rapariga, de 18 anos, que não consegue falar ou ler. A sua forma de comunicar é através de um caderno com imagens. Ia apontando a imagem que correspondesse ao que ela queria fazer. Por exemplo: apontava para uma imagem que significava "trabalhar";perguntava-lhe o que ela queria fazer e, de seguida, apontava para uma outra imagem que representava o "jogar".
Jogos esses direccionados para crianças de 4 ou 5 anos.
Ela procurava desesperadamente a minha atenção. Tinha uma necessidade de sentir que eu estava ali só para ela. Quando direccionava a minha atenção para outra jovem, ela puxava-me de maneira a conseguir a minha atenção.
Ao inicio fiquei um bocado chocada com aquela realidade. Sinceramente não sabia como agir perante eles. Não os queria tratar como "coitadinhos", porém não queria ser demasiado fria. Percebi que tinha apenas de os tratar como pessoas que têm certas limitações.
A verdade é que no final já não me queria ir embora.
Eles fizeram-me sentir que era importante para alguém. Fizeram com que me descentraliza-se do meu próprio umbigo e percebesse que as minhas limitações e os meus problemas não são nada comparados com a sua realidade.
Fizeram-me sentir real e eu saí de lá com um carinho especial por aqueles meninos;)

Bem...com tanta emoção ao rubro decidi ir lanchar, com uma outra colega, a Sta Catarina, para espairecer. Comer um rico palmier recheado...hum....que bom!!!
Quando estava a vir para casa deparo-me com uma senhora muito conhecida dos apanhados da TVI.
Isso mesmo, eu vi a Dona Helena!!Hehe!
Para quem não a conhece aqui fica um videozinho:




Bem...e as histórias não ficam por aqui.
Estava a chegar à paragem da Trindade e presencio uma cena, no mínimo, dissonante.
Reparem na última janela, da varanda do último andar!


Já repararam? Agora imaginem uma velhota a sair dessa porta com uma saca!
-E uma saca de quê? (perguntam vocês)
-Uma saca de lixo! (respondo eu)

Hipótese:
A- a senhora desce as escadas de casa e coloca a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente;
B- a senhora pede a uma pessoa que está a passar na rua para lhe fazer o favor de colocar a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente;
C- a senhora faz pontaria, da sua varanda, e tenta acertar com a saca no caixote do lixo que se encontra no passeio em frente.

E a resposta certa é......a "C"


Foi uma pena a senhora não ter acertado no caixote;(

Só se encontra "duques" na Invicta;)

*Pintas